Ganhei mais um selinho...
Mas dessa vez, é um momento "grave"...
Isso porque o assunto pra mim tem sido motivo de muitas considerações...
Envolve responder não apenas o que nos "descontrola", em termos alimentares, mas o por que certos alimentos nos fazem perder o controle.
Sinceramente estou convencida de que a nossa relação com os alimentos tem raízes profundas, muito além dos meros e superficiais prazeres gastronônomicos de que nos damos conta através dos nossos sentidos físicos...
Nunca fiz nada concreto para melhor compreender isso - uma terapia ou mesmo uma leitura especializada específica, mas confesso que esse tema ocupa, cada dia mais, o meu campo mental, e que, se há aquelas famosas coisas a fazer antes de morrer, para mim essa é uma delas.
Não relaciono comida à ansiedade; pelo menos não diretamente.
Relaciono sim, a afetividade, segurança, conforto e proteção (seria uma coisa resultado da outra? causa e conseqüência?)
Pensando no que escreveria para atender à "tarefa" proposta pelo selinho que recebi da Mariana, percebi, mais uma - das mil e uma vezes que já pensei nisso - como todas as minhas escolhas me levam diretamente aos momentos que passei com minha "Vó", amor da minha vida inteira, que era uma verdadeira "maga" na cozinha, uma das maiores alquimistas que se possa ter notícia.
Fui (e sou) uma menina "criada pela avó", viúva precoce, que, após criar os próprios filhos, voltou a brincar de bonecas, com a netinha que hoje sou eu... Minha mãe já vivia essa "moderna idade", e para ela era uma "benção" ter alguém assim tão envolvida, disponível e apaixonada, com quem deixar-me, desde cedinho, até bem tarde da noite, enquanto ela trabalhava tanto.
Não poderia ter dado outra coisa!
Muito dela fixou-se em mim. Como era muito pequena e não podia ensinar-me a cozinhar (o máximo que chegava perto de uma panela era pra "rapar" o fundo
em que prepara alguma guloseima, ainda morninha...), ela ensinou-me muito mais do que o prazer de degustar uma comida bem elaborada.
Ensinou-me o prazer de fazer algo "por gosto", pela simples felicidade de ver o outro feliz, ou mesmo, como percebi mais tarde, pela alegria de receber um elogio, de se sentir "importante" e valorizada.
E por isso foi valorizada... E como! Por todos os que a rodeavam, familiares ou não, vizinhos, passantes que pediam água na porta, varredores da rua, pedintes... Sim, porque o que ela fazia, oferecia, tinha prazer em dar...
Distribuía amor, aos pedaços...
Seus tecidos, fios de ovos, tranças de frutas; seus bordados, doces, bombons glaçados, um a um, na paciência de quem tem o dia todo, só pra você...
Nunca era tão tarde, que ainda não desse tempo de fazer uma massa de pão ou de pizza, deixá-la descansar, e ainda comer naquela mesma noite, ainda antes de começar a novela! (Fico pensando na preguiça que a gente tem hoje, até de passar no supermercado e pegar uma comida pronta...)
Mas também não seria assim tão tarde, se já fosse "alta madrugada" e a gente chegasse "mortinha de fome" da balada, que na época nem se chamava balada, porque pra ela juntar tudo que sobrou na geladeira e fazer um manjar digno de deuses chamado "Mexido", não custava nada.
É claro que, por essas e por muitas outras, jamais houve um "Domingo das Mães" na casa da minha mãe, porque a Mãe era a "minha Vó", que era mãe dos filhos, dos netos e dos bisnetos...E tanto era assim, que minha mãe nunca reclamou este posto. Ela sabia...
E foi assim que, então, embora a gente cresça e conheça petits fours, macarons, profiteroles, tiramisù, athaief e alfajores, "doces" mesmo são aqueles momentos em que aguardávamos ansiosamente, a nossa "Vó" terminar de fritar aqueles infalivelmente deliciosos "sonhos", ou mesmo, despretensiosos "bolinhos de chuva", aguardando o momento mágico de nos aproximarmos e ajudarmos a polvilhá-los com aquela "nuvem cheirosa" de canela com açúcar....
Ah, o aroma da canela... Vício incorrigível, até hoje...
E sendo assim, ciente de que ninguém (por mais que queira), foge de si mesmo, vamos ao desafio!
Dizer quais são os 05 docinhos que adoro e tive me controlar depois da RA:Pé-de-moleque;
Pipoca doce;
Broinha de fubá de canjica;
Arroz doce;
Mingau de milho verde.
As (mais de) cinco amigas que eu vou mandar pro divã:
Sara: http://saudavelforever.blogspot.com/
Lu: http://www.lufrancesa.com/blog
Léia: http://emagrecendopensemagro.blogspot.com/
Íris: http://irispessoa.blogspot.com/
Priscila: http://my-and-me.blogspot.com
Andy: http://eucommeusmomentos.blogspot.com/
Déa: http://dea-aoki.blogspot.com
Lilly: http://nunca-fiz-dieta.blogspot.com/
Mirian:http://mirianumnovocaminho.blogspot.com/
Eu dedico esse post à minha Vó.
Ela também amava escrever, mas essa é "outra estória"....
E agradeço à Mariana, pela oportunidade da reflexão.
E agradeço à Andy, porque porque pôs (aliás, num português "casto" e "escorreito") na minha boca, as palavras que resumem a minha conclusão a respeito: são todos maravilhosos, mas não são o colo da minha "Vó", portanto:
a essas guloseimas todas eu, hoje, "prefiro a mim"!
Andy, adorei, e isso vai virar um "mantra" aqui em casa!
Se eu soubesse, faria até um selinho pra distribuir pra todas as nossas
amigas light...
Agora os links:
Eu ganhei da Mari:http://mari-changes-mari.blogspot.com, que ganhou da Renata: http://butterflylivreparavoar.blogspot.com/, e é o primeiro selinho criado pela Caroline: http://www.algodenovonomundodacarol.blogspot.com/
AÊÊÊÊÊ!!!! chegou no tão sonhado objetivo!!! VIVA!!
ResponderExcluirAmiga, bota foto de antes, durante e agora!! =)
To muito feliz e orgulhosa!! Virou Musa Inspiradora, hein?!
Beijooooo
E vc vem me falar do meu post?nossa, delirei em cada palavra do que vc escreveu hj. Que linda relação vc tem com sua vó, sinceramente é uma mulher que nunca conheci, mas que ganhou minha mais profunda admiração.
ResponderExcluirNossa esse selinho veio no momento certo em que eu ia comentar dos doces em minha vida, obrigada.
concordo com a mariana, já ta na hora do antes e depois.bjus
Hahahaha, eu que tô rindo aqui vc perguntando se eu recobrei a consciência, amiga, sinto em lhe informar, isso quase nunca acontece com a minha pessoa, rsrsrs, mas espero que mesmo assim vc continue me visitando rsrs!!!
ResponderExcluirAí eu relaciono comida a tudo que é emocional na minha vida, comida não, doce, pq arroz, feijão eu como quase nada, mas chocolate, jisus, ontem foi uma barra inteira para o bucho :/
Minha bisá fazia bolinhos de chuva e eu pegava antes dela terminar de fritar, haha, ela brigava comigo, fala que a gordura iria secar haha, ela tb fazia cada bolo gostoso, simples, mas fofinho, nunca consegui fazer igual, doce de banana, e o manjar branco dela, ai ai... minha vó filha dela fazia um pudim de pão que eu amava, afeee agora não como mais essas coisas, infelizmente elas não estão mais aqui e ninguém cozinha como elas faziam :´( Mas faz parte né? Cada um deixa suas boas lembranças :) Isso que importa!
Eu já postei esse selinho tem um tempo, mas eu agradeço de coração ♥ mesmo por vc ter se lembrado de mim, obrigada!!!
Ótima sexta-feira pra vc, se cuida!!!
Bjussss
Para tudo!!!! Agora que a lesada aqui percebeu que vc chegou a sua meta (ai me interna???) PARABÉNS AMIGA, QUE VC MANTENHASUA CONQUISTA PARA SEMPRE!!!
ResponderExcluirSei que o caminho não é nada fácil mesmo, mas vc teve forças e conseguiu :)
Ai a comida sempre me serviu de alento, tb tive uma avó assim cuidadosa e fazia tudo que queria...rsrs! Não a culpo, era tão bom...heheh! Mas agora já sou dona das minhas pernas e faço o melhor por mim!
Obrigada pelo selinho depois posto tá?
Bjinhos e um ótimo findi!!!
Amiga amiga, pegando o gancho da colega ai de cima, coloca fotinho sim mais pin-up táh? rrs
ResponderExcluirAparece no msn, vc faz falta..no chá, rs bjs!
Oi Clarissa! Desculpe-me a demora em retribuir a visitinha, mas estou tão sem ânimo que nem abri meu cantinho! Obrigada pela visita, já estou te linkando para ficar de olho nas novidades! Beijos
ResponderExcluirehehehehe..é graminha a graminha a coisa vai indo, importante é não descarrilar muito não é....
ResponderExcluirbeijinhos e bom fim- de-semana
Realmente...MUITO mesmo em comum além da RA. Eu não fui criada pela avó, mas o chocolate oferecido pelo meu pai tem esse mesmo sabor que a comida preparada pela sua avó: conforto, segurança, calma, tranquilidade, consolo. Não é difícil encontrar pessoas que recebram carinho com sabor...difícil é encontrar alguém que perceba isso tão claramente como você descreveu aqui...eu vou escrever sobre o chocolate, mas não hoje e vou escrever também sobre como descobri o seu significado na minha vida e como tantos traumas que eu nem imaginava que tinha estavam tão associados ao doce proveniente do cacau...
ResponderExcluirBeijossss
Hahaha, vc é demais :)
ResponderExcluirBjus e ótimo sábado, sem doces claro, haha!!!
Parabeens pelo objetivo alcançado!
ResponderExcluirVocê agora é mais uma de nossas inspirações!
Tb acho q você pode por as fotos do antes depois!
Beijos!
Eu sinceramente acho que quem come doce come emoção, frustração, ansiedade, etc. Eu sou assim.
ResponderExcluirTorça por mim. Ando pior, pior, pior em tudo. Sempre acho as histórias mão/avó/tia/etc versus nós, na questão alimentação e doces, muito parecida. Alguém devia ensinar aos filhos que não se come sentimento, porque ele nem é doce, nem salgado, nem tem o sabor engordurado que nossa cultura insiste em pregar.
Beijo
PS: parabéns pela avó. Eu ainda tenho um anjo desse na minha vida, mas eles moram longe.
Clarissa,
ResponderExcluirAdorei o post.
Engraçado que, pra mim, os doces tem essa sensação de conforto tb, na ansiedade e na raiva. É conforto e auto-flagelo, dependendo do caso.
Meu marido é como era sua avó. Pra ele nunca é tarde para fazer um pizza frsquinha, umas empadinhas deliciosas, enfim...é o goumand da casa e adora me agradar assim, e eu sempre caio em tentação.
Aí minha tarefa torna-se mais ádua que o normal, controlá-lo para não cozinhar tanto tantas coisas deliciosas e a mim para não aceitar comer sempre essas guloseimas dele.
Dificil, mas é preciso sair da zona de conforto, dar a "cara pra bater de verdade".
Estou acomodada e não posso permanecer assim.
Beijos
Gostei da sua estória, e adorei sua avó.... Beijos
ResponderExcluir