domingo, 15 de agosto de 2010

Essas Marias...





Corredora grega é a primeira a repetir feito de Fidípedes

Até Esparta, ida e volta

" Você deve conhecer a história que deu origem à maratona: um soldado grego, depois da vitória dos atenienses sobre os persas, na baía de Maratona, correu todo pilchado até Atenas para dar a boa notícia. Disse: “Vencemos!” e caiu morto.
Em muitos livros, dizem que o tal soldado foi Fidípedes, mas há controvérsias. Sabe-se, porém, contado por Heródoto, pai dos historiadores, que havia, sim, um soldado de nome Fidípedes que teve papel importante nos eventos daquele tempo.
De acordo com os registros, Fidípedes era um hemerodromo, um mensageiro corredor. Por sua habilidade e resistência, foi escolhido pelos atenienses para correr até Esparta e pedir ajuda dos poderosos vizinhos contra o inimigo comum. Ele correu direto os quase 250 km que separavam (separam) as duas cidades, levou a mensagem e recebeu um “não” como resposta.
Não teve dúvida. Arrumou seu farnel, penteou o cabelo e mandou brasa de volta, pois era importante que Atenas tivesse a resposta o mais rapidamente possível, para poder tomar as providências e se preparar contra a iminente invasão persa.
Pois neste mês de agosto, 2.500 anos depois do feito de Fidípedes, sua trajetória pela primeira vez foi refeita por uma mulher.
Muitos conhecem a ultra chamada Spartathlon, que vai de Esparta a Atenas e deve ser cumprida em 60 horas. O brasileiro Valmir Nunes, melhor ultramaratonista do país, está inscrito no rol dos vencedores daquela prova.
A grega Maria Polyzou fez mais. Muito mais. Fez o dobro. Aos 42 anos, essa rápida maratonista, dona do recorde grego da distância, que estabeleceu há 12 anos, iniciou a jornada de Fidípedes no dia 26 de julho.
Naquela data, começou sua jornada, partindo da Acrópole, em Atenas, em direção a Esparta e de lá retornando, completando a epopéia no último dia 2. Fez ainda mais: só declarou encerrados os trabalhos ao chegar à cidade de Maratona, à tumba onde foram enterrados os guerreiros que tombaram na batalha contra os persas. Lá, recebeu justas homenagens (foto).
Foi uma rota de 540 km, inspiradora, mas dolorida. Além da distância, do sobe e desce do percurso e das grandes variações de temperatura, enfrentou bolhas, queimaduras provocadas pelo sol, febre e dores nos joelhos. “Não há um músculo nem um osso em meu corpo que não esteja doendo”, disse ela à imprensa grega ao término do esforço. Apesar das palavras, mantinha no rosto um sorriso de vitória.
“Eu enfrentei muita dor em vários momentos, mas uma coisa que ficou firme foi o meu espírito”, disse a corredora que, durante os treinos, chegou a correr duas maratonas por dia todos os dias, durante uma semana.
Foi uma batalha solitária. Inicialmente, a jornada de Maria seria feita ao lado de Panayiotis Skoulis, o primeiro homem a fazer o monumental bate e volta, em 1992. Mas o sujeito acabou não podendo participar, e a maratonista não abriu mão de fazer a tentativa, hoje vitoriosa.
E eu lhes digo: Salve, Maria! "

E então, "Marias"?

Qual é a prova das nossas vida?

A notícia vem do blog do ultramaratonista Rodolfo Lucena - outra história que vale a pena ser lida.

http://rodolfolucena.folha.blog.uol.com.br/

10 comentários:

  1. Nossa, Cla.
    Obrigada, obrigada e obrigada.
    Por nos mostrar a história antiga e a recente.
    E por nos fazer refletir.
    Vou pegar emprestado um pouquinho do espírito dessa Maria.
    Se ficou firme em uma corrida de 540 km, certamente vai me ajudar na prova de eliminação de 20kg.
    bjs e ótima semana

    E comecemos o novo desafio como uma verdadeira Maria!!!

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  2. OI Clarissa...
    Primeiro que história LINDA, nos faz mesmo pensar sobre nossos desafios, algumas pessoas fazem feitos tão grandiosos que fazem nossa vida parecer vazia.
    Ao mesmo tempo, temos de nos preencher deste tipo de exemplo e procurar nossos desafios, que podem começar pequenos e aos poucos se tornarem grandiosos.
    Começarei a segunda pensando neste história e tentando encontrar minha prova.

    Adorei o post!
    Depois dessa teremos uma ótima semana, sem dúvida!

    Obrigada pelo comentário LINDO que deixaste para mim, me deixou ainda mais FACEIRA =D

    BJSSSSSSSSSS

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  3. Pois é, o dito "sexo frágil" (expressão ridícula) não é nada frágil...Nós somos perfeitamente capazes de feitos tão admiráveis quanto este da grega "Maria Polyzou"...mais um exemplo da superação do próprio corpo pela disciplina! O meu "subconsciente" conhece a verdade...mas as vezes eu tenho o estranho hábito de criar mentiras internas (estranho?). O exemplo acima renovou minhas expectativas e estou me sentido preparada para o meu próximo auto-desafio! Obrigada, Clarissa! Vamos juntas...desistir jamais, né?

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  4. Oi Clarissa!
    Obrigada pela visita lá no meu bloguinho. Fico feliz por você ter gostado!
    Amei seu post... achei super inspirador! Eu sou asmática e por isso nunca consegui correr ):
    Mas estou decidida a romper meus limites e virar Maria Corredora. Desistir jamais!!!
    Beijokas!

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  5. Olá Clarissa, cheguei ao seu blogue não sei bem como, mas ainda bem que cheguei! Gosto do seu estilo de escrita, positivo, humorado e também dos posts interessantes (como o de hoje!) Também gostei muito das receitas de sopa. Vou mesmo esxperimentar algumas! Obrigada.
    Parabéns por aquilo que já conseguiu! Mais um exemplo motivador para mim.

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  6. Clarissa, que bela história! :) A primeira das muitas provas da minha vida será esse desafio de 90 dias, quero conseguir, vou conseguir!

    Quanto ao Poeminha Do Contra, de Quintana, gosto muito dele, sempre gostei! :P Mas tem outro que acho muito bom, Da Observação. Conhece?

    Bjs

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  7. Da Observação (Mário Quintana)
    Não te irrites, por mais que te fizerem...
    Estuda, a frio, o coração alheio.
    Farás, assim, do mal que eles te querem,
    Teu mais amável e sutil recreio...
    (Espelho Mágico)

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  8. Ai Clarissa, teu blog é o máximo.
    Muito instrutivo, inteligente, interessante.
    teu post de hoje, então, shhhhow de bola!
    Muito obrigada pelo gás.
    Já estou aquecendo os motores.
    Beijão.
    Nara.

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  9. É isso mesmo, Clarissa! Não é legal esse poema? Eu gosto demais! :P

    E quanto à berinjela... valeu! Mas acho que eu nunca mais vou comer berinjela sem me lembrar da lagarta! ha ha Que medo! Preciso de mais um tempo longe dela, depois arrisco.

    Bjs

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  10. Clarissa, depois me faz um favor? Estou tentando comentar no blog de Luciane (lateral direita o Virtus tem o link dela) pois ela me escreveu e como te vi por lá percebi que não teve problemas em postar comentários, mas não sei o porquê não consigo de jeito nenhum. Aparece a caixa de texto e nem consigo teclar lá. Só acontece com o blog dela! :(

    Fala dessa minha dificuldade de contato e que UM dos meus comentários apareceu no post de 08/05/10, salvo engano. É só para ela saber que estou indo lá, mas não consigo trocar ideias. :P

    Valeu! Bjs

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